O que aprendi com The O.C.

Sucesso dos anos 2000, Delduque Avelino fala sobre a sua relação com a série The O.C. e o que aprendeu com ela

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Foto: Divulgação

A primeira vez que assisti um episódio de The O.C. foi numa emissora aberta de TV, SBT, com o subtítulo tosco Um estranho no paraíso e, confesso, que sem nenhuma regra, assistia aos episódios soltos, até porque a emissora vivia mudando os horários em que a série era exibida. Estou falando dos anos 2000, mais especificamente 2004, aonde os canais por assinatura ainda estavam começando a surgir e a internet não era de tão fácil acessibilidade, ou seja, ver online, downloads, não eram nossa realidade. Mas ainda assim o seriado conseguiu ser um dos mais importantes da geração teen daqueles tempos. Hoje, mais de dez anos depois, consegui assistir as quatro temporadas no querido e aclamado, Netflix.
A história gira em torno do garoto-problema Ryan Atwood (Bem McKezie), que têm problemas familiares, poucos recursos e passagem pela polícia, mas ao ser adotado e ir morar na ensolarada Orange Country (daí o nome O.C.), na Califórnia, ele descobre que os jovens ricos, talvez, tenham mais problemas que ele. O nerd, sem amigos, Seth Cohen (Adam Brody), a patricinha Summer Roberts (Rachel Bilson) e a linda, riquinha, mas complexada, Marissa Cooper (Mischa Barton) formam com Ryan o quarteto da série. Criada por Josh Schwartz, o mesmo produtor de Gossip Girl, o enredo discute temas como sexo, drogas, overdose, homossexualidade, busca por dinheiro e poder, assassinato, a dúvida do futuro, ostentação, alcoolismo, intrigas. Tudo temas bem atuais, já que a série fala sobre pessoas e seus comportamentos, ainda mais na idade em que os jovens estão se descobrindo, o que quase nunca eram discutidos naqueles tempos (exceto pela Malhação, na Globo). Pois, volto a dizer, estamos falando de adolescentes, que como eu, liam sobre assuntos em revistas ou pelas comunidades do Orkut (eu tinha várias da série, inclusive). A narrativa, embora, bem novelesca, era passada de forma bem natural. Com um texto bem ágil e cheios de reviravoltas, principalmente nas primeiras temporadas. Entre a terceira e quarta temporadas as coisas decaem um pouco, principalmente após a morte de Marissa (aos que não assistiram, desculpe o spoiler).
O fato é que ver a série, nos dias de hoje, com mais de trinta, deixou mais ensinamentos que quando eu tinha a idade dos personagens (coisa que os atores não tinham e nem convenciam ter). Aprendi com Summer Roberts que as coisas são como são, por algum motivo. E com ela também, que amigos são sempre amigos, mesmo com problemas, desavenças e distância. Com a Coop (jeito que Marissa é chamada, pela melhor amiga Summer), que ligar para os que os outros pensam é besteira, que sempre vamos deixar pessoas para trás na vida, pois isso é normal, principalmente quando essas coisas nos fazem mal e, ainda, que não devemos nos arrepender de nada, nunca. Aprendi, também, que às vezes precisamos deixar as pessoas livres, pois se for mesmo o nosso destino, a vida vai dar um jeito que colocar de volta no caminho. E, principalmente, por mais que as coisas sejam mais complicadas, quando a gente cresce, é preciso que a gente sinta. É preciso sempre sentir, mesmo que isso machuque. Obrigado Ryan, Marissa, Summer, Seth pelas lições, em cada episódio visto e, fiquei feliz com nosso reencontro.

Texto escrito por Delduque Avelino

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