Meias verdades podem ser fatais

Confira a crítica de Pequenas Grandes Mentiras, série baseada no livro de Liane Moriarty.

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Nós sabemos que alguém morreu. Sabemos quando e onde morreu. Mas não temos menor ideia de quem é a vítima e o assassino (ou homicídio). Assim começa o excelente livro “Pequenas Grandes Mentiras” da Liane Moriarty. O livro publicado pela Editora Intrínseca é um dos melhores que já li na vida. O enredo conta a história de três mulheres super diferentes entre si, mas cujas vidas se conectam de forma inesperada e definitiva. Madeline é forte e passional. Celeste é rica e dona de uma beleza estonteante e Jane é uma jovem mãe solteira. Os filhos dessas três mulheres estudam na mesma escola, em uma pequena cidade da Austrália, onde acontece a tal misteriosa tragédia. Liane explora, com total habilidade, os perigos das meias verdades que são contadas o tempo inteiro. Por isso, o título é perfeito. A vida dos personagens, incluindo as crianças, é baseada em segredos e informações obscuras. É uma trama complexa, porém com destreza. E um grande, porém, detalhe é que os personagens são descritos e narrados com tamanha riqueza, são tão reais, que a gente lê imaginando um filme do livro, algo tão comum. Entretanto é muito melhor.




E por que estou falando disso? “Pequenas Grandes Mentiras” virou uma série de televisão pela HBO. Além de todo mistério e suspense, que deixam os telespectadores curiosos e querendo mais, o elenco é estrelar. Shailene Woodley, Nicole Kidman e Reese Witherspoon são as protagonistas. Reese, queridinha das comédias hollywoodianas, é Madeline. Shailene, que emocionou a todos com o drama “A Culpa é das estrelas”,vive Jane e Nicole interpreta Celeste. As três, que são as personagens centrais, tem características marcantes e começam a cultivar uma amizade, porém os segredos pessoais são mantidos. Afinal quem não tem os seus? Quem não vive uma felicidade pública, mas tem problemas porta adentro de sua casa? Esse acaba sendo a trama principal dessa história. Todos temos aquele segredo, que não contamos nem para a própria sombra.

O caminho das três se cruzam porque seus filhos pequenos, que são um elo para todos os segredos, estudam na mesma escola em Monterey, na Califórnia. A trama se desenvolve justamente na escola, um assassinato ocorre durante uma festa. É um ótimo suspense e num momento de representatividade é ótimo ver mulheres sensacionais em cena. O que chamou muita atenção, também, é que tratando dos dramas familiares Liane Moriarty acaba discutindo duas questões sérias: bullying e violência doméstica. Aliás, entre todos os suspenses do livro, esse é um deles, que criança está praticando o bullying. Esse é o grande elo: se gosta de um bom drama, regado com ótimas atuações, é o livro ideal, pois Moriarty criou uma perfeição que está ao alcance de nossas mãos. Aproveita para maratonar logo, pois em 2019, estreia a 2ª temporada, e com a gigante Meryl Streep no elenco.

texto escrito por Delduque Avelino

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