Liberdade Liberdade | Coluna Nostalgia

Relembre Liberdade Liberdade, trama protagonizada por Bruno Ferrari e Andreia Horta

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A coluna nostalgia relembra um pouco sobre a última novela intitulada “das onze” produzida e exibida pela Rede Globo, que hoje completa três anos de sua estreia, estou falando de Liberdade Liberdade que contou a fictícia história de Joaquina (Mel Maia/Andreia Horta) filha de Tiradentes (Thiago Lacerda).

Baseado no argumento de Márcia Prates, que se inspirou no livro Joaquina, Filha do Tiradentes, de Maria José de Queiroz. Liberdade Liberdade foi escrita por Mário Teixeira, e teve Vinícius Coimbra como diretor artístico, foi exibida entre 11 de abril a 04 de agosto de 2016 e teve 64 capítulos.

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Amparada por Raposo (Dalton Vigh), após ver seu pai ser enforcado e sua mãe Antônia (Letícia Sabatella) assassinada, Joaquina passa a morar em Portugal. Os anos se passam e a situação no país não são as melhores, fazendo com que a coroa portuguesa fuja para o Brasil.

Raposo que agora é um fidalgo decide acompanha-los mesmo temendo que Joaquina que passou a se chamar Rosa, tivesse sua identidade descoberta. Junto com eles vieram também o jovem André (Caio Blat), filho de Raposo e Bertoleza (Sheron Menezzes) negra alforriada que foi criada como filha pelo fidalgo.

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Ao chegar em Vila Rica em 1808, Rosa conhece o destemido Xavier (Bruno Ferrari) que defende os ideais liberais e da justiça, logo os dois sentem-se atraídos não só pelo que defendem e sim pelo amor que surge entre os dois, mas ao longo da história eles tiveram que enfrentar as peripécias de Branca (Nathalia Dill) noiva de Xavier que o esperou por anos para se casar e o ver que o casório não iria acontecer aprontou inúmeras situações afim de separar o casal protagonista.

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Teve também as perversidades cometidas por Rubião (Mateus Solano), antes rebelde e agora intendente da cidade, ao ver Rosa se encanta pela moça, mas esse sentimento não teve recíproca pois Rubião foi o responsável pelo flagelo da moça ao entregar a luta de Tiradentes a coroa portuguesa e ao assassinar sua mãe Antônia.

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André e Tolentino: O amor entre o sensível André e o coronel Tolentino (Ricardo Pereira), foi um dos pontos altos da novela que foi a primeira a exibir uma cena de sexo entre homens na televisão brasileira.

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André não conseguia se relacionar com mulheres, e ao conhecer a prostituta Mimi (Yanna Lavigne), tornaram-se grandes amigos chegando a assumir a paternidade do filho que a prostituta teve. Após passar a frequentar o cabaré André se torna grande amigo de Tolentino, mas dessa amizade nasceu um grande amor e que levou a sua primeira relação sexual. No entanto, uma prostituta acusa André de sodomia, e o rapaz é preso sendo solto após uma chantagem feita por Rubião a Rosa.

Com o passar do tempo, Tolentino passa a sentir ciúmes de um amigo de André e o acusa de sodomia, André é julgado e levado a forca, gerando um grande arrependimento em Tolentino que é morto em um confronto com Rosa.

Na época da exibição da cena de sexo houve uma grande repercussão e diante disso o autor Mário Teixeira declarou ao site Purepeople: “Eu acho que é uma quebra de tabu, mas já veio tarde. Quando escrevi a cena discuti muito com o Vinícius Coimbra (diretor-artístico) e decidimos fazer como se fosse uma cena de amor. Não um amor homossexual, um amor heterossexual, um amor de verdade.”

Já o ator Caio Blat declarou ao mesmo site, “Eu me sinto honrado e orgulhoso de estar contando essa história. É sinal de que a sociedade já está madura o suficiente para tratar de certos assuntos que até então eram considerados tabus. Estamos prontos para falar mais abertamente sobre homossexualidade na TV.”

“Fazer uma cena de beijo gay não é um problema. Não há diferença nenhuma em fazer uma cena dessa com um ator ou uma atriz”, apontou Ricardo Pereira.

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Personagens de Destaque: Tiveram destaque também a dona do bordel Virgínia (Lília Cabral), a autoritária Dionísia (Maitê Proença), o bandoleiro Mão de Luva (Marco Ricca), Ventura Rubião (Vitor Thiré), Gaspar (Romulo Estrela), Caju (Gabriel Palhares) entre outros.

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Audiência: Liberdade Liberdade fechou com uma média de 18 pontos, audiência satisfatória para a emissora, porém abaixo da sua antecessora, Verdades Secretas, que fechou com 20 pontos.

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Autoria: Márcia Prates foi anunciada como autora da trama ainda em 2015, sendo esta a sua primeira oportunidade como autora solo e Euclydes Marinho seria seu supervisor, mas a direção da Rede Globo ficou insatisfeita com a qualidade do texto. Saiu Euclydes e entrou Gloria Perez que pediu que deixasse o projeto para se dedicar a novela das 21hs, A Força do Querer, que escreveria. Mário Teixeira de início assumiu a supervisão, mas os problemas continuaram e a direção optou em afastar Márcia, dando a Mário a autoria da trama.

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