Com álbum de qualidade inquestionável, Pitty troca de pele e se renova mais uma vez com Matriz

Pitty renova seu som com Matriz, álbum que mostra um outro lado da cantora baiana

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Depois do denso Setevidas (2014), Pitty volta cinco anos depois com Matriz, um álbum que aborda diversas questões ao decorrer das suas músicas, se tornando o primeiro trabalho da banda em que é evidente o quanto uma música completa a outra, e isso foi proposital, onde as vinhetas Saudade e Azul estão ali para complementar as músicas que as antecedem e também que lhe substituem.

Toda a maestria de Pitty vem acompanhada de suas raízes, da música baiana. Assim como nos outros álbuns, Pitty trocou de pele e renovou seu som, mas sua identidade ainda está lá. Ativa nas redes em prol de causas humanistas e feministas, Matriz continua o discurso da artista contra o machismo, o preconceito, e Bicho Solto, faixa que abre o álbum, já nos entrega um pouco do clima do álbum.

Noite Inteira, Submersa, Roda e Ninguém é de Ninguém também são faixas que merecem ser sentidas e entendidas, sendo as melhores faixas desse trabalho de qualidade inquestionável. E se analisarmos, primeira amostra do álbum, Te Conecta, fica pequena no restante do repertório.

A releitura de Para o Grande Amor não faria tanta diferença no álbum, enquanto a de Motor se mostrou uma decisão acertada e casou muito bem com o repertório do álbum.

13 anos se passaram desde o Admirável Chip Novo, e nem foram tantos lançamentos de lá para cá, mas uma coisa é certa: Pitty sempre nos entrega um trabalho de extrema qualidade e peso, nunca decepcionando o seu público sedento por suas palavras através de música.